quinta-feira, dezembro 20

O Ecrã Multitoque dos Pobres

O Wiimote, controlo remoto da consola Wii, da Nintendo, para além de acelerómetros, botões e outras coisas, tem hardware especializado para seguir até quatro pontos emissores de infravermelho, permitindo mapeá-los de um plano (secção do seu ângulo de visão) a outro (ecrã de trabalho). Isto permite ter um sistema multi-touch como o do iPhone, com cuja demonstração o Johnny Chung Lee da Universidade de Carnegie-Mellon nos presenteia.

Se usarmos dois Wiimotes (não acontece no vídeo) podemos obter mais um eixo, fazendo com que seja possível mapear um domínio 3D a outro. Usando os quatro pontos então, as possibilidade de interacção são espantosas. Mais: se usarmos projecção dupla polarizada (e respectivos óculos) de forma a que cada olho apenas veja a imagem projectada por um dos projectores, podemos ter uma projecção 3D a juntar ao input 3D.

É o que se chama um nerdgasm. Pedidos de consultoria, só lá para Março.

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quarta-feira, agosto 15

Escultura Cinética

Absolutamente genial.

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Estragos do Endeavor

Podem ver aqui imagens dos estragos causados às placas de protecção térmica do vaivém Endeavor, aquando da descolagem. Ainda não é conhecido de que forma estes estragos condicionam a viagem de regresso. Estão a ser feitas tentativas de conserto.

Actualização: No Público diz-se que o «Vaivém Endeavour deve poder regressar à Terra sem que seja preciso fazer reparações».

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quinta-feira, agosto 2

Olhó Robô, Andorinha

Estudantes da Delft Universityof Technology criaram uma andorinha-robô. Asas de quatro penas, retrácteis (como o hélice) permitem-lhe um voo extremamente eficiente. Não fará a primavera mas é interessante.

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quarta-feira, agosto 1

Portela + Alcochete

Daquilo que aprendi ao longo de vários anos numa escola de engenharia, dou de barato que existam custos associados a uma solução de dois pólos aeroportuários em vez de um só. Nestas coisas dos transportes, o principal tradeoff é entre distâncias e granularidade (poucos-maiores Vs. muitos-menores), pelo que quanto menor a granularidade (poucos-maiores), maior a eficiência, desde que as distâncias não anulem a vantagem. Como no caso da zona de Lisboa as distâncias não são grandes entre quaisquer dois possíveis aeroportos, agregar é o que se deve fazer. Isso torna a solução Portela + 1 uma solução de recurso temporária, nunca definitiva.

Na dita escola da engenharia também aprendi umas coisas de investigação operacional, mas se calhar nem seriam precisas para perceber que uma transição total e abrupta de um aeroporto para outro sai bem mais cara do que uma transição faseada, tão faseada quanto se queira. Pelo simples facto de na primeira situação haver um constrangimento pervasivo absoluto (afecta todos de forma absoluta) e na segunda não o haver, o que permite um ajuste calculado dos (grupos de) agentes envolvidos. Bombeiros, a zona da carga, da manutenção, os carros de pista, auto-tanques, rebocadores, a restauração, os carrinhos, etc. Todos esses subsistemas veriam a sua procura gradualmente aumentada num lado e diminuida no outro. Cada um desses subsistemas poderia planear a sua transição de forma a poupar o mais possível.

Há aqui um conjunto de dados engraçados face ao exposto:

  1. Portela + Alverca não seria definitivo.
  2. A transição Portela -> Ota teria de ser apressada, senão mesmo imediata.
  3. A transição Portela -> Alcochete pode ser faseada.
  4. Alcochete será (se for escolhido) definitivo.

Se a solução for Ota, não há escolha: a transição tem de ser imediata mesmo que os seus custos superem os duma transição faseada somados com os decorrentes das perdas (temporárias) por não-agregação. Se a solução escolhida para substituir a Portela for Alcochete, o processo poderá ser planeado para o ponto óptimo: aquele em que o custo marginal de mais uma semana com dois aeroportos equivale ao ganho marginal de mais uma semana para a transição. O custo pela não-agregação (ter dois pólos a funcionar durante X tempo) Vs. os ganhos por uma transição mais faseada. Assim a olho, parece-me que algumas semanas em simultâneo não serão muito graves para a estratégia de hubbing da TAP e serão de uma enorme ajuda ao processo de transição.

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Interoperabilidade às urtigas

A todos os níveis vergonhoso o comportamento do Instituto de Informática relativamente à comissão técnica 173 — Linguagem de Descrição de Documentos e a todo o processo de escolha dum formato interoperável de documentos, que como se esperava devido à presidência pela Microsoft, redundou num voto favorável ao OOXML, falso standard com sérios problemas de interoperabilidade. A Sun (promotora dos formatos abertos do OpenOffice já largamente utilizados) e a IBM ficaram de fora alegadamente devido a... falta de espaço na sala.

A vergonha é, nos dia que correm, um bem escassíssimo. O asco, esse, abunda.

Via A Origem das Espécies. A ler também o post do Ludwig sobre o mesmo.

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segunda-feira, julho 30

Podem começar a trabalhar

«O Ministério da Defesa enviou hoje documentos ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) em que conclui que o Campo de Tiro de Alcochete pode ser utilizado para a construção do novo aeroporto.»
fonte: Lusa.

Gostaria que o LNEC dissesse publicamente que isto foi só uma formalidade e que ninguém perdeu um dia que fosse à espera desta autorização. É que o pressuposto de todo este processo de apenas seis meses foi esta mesma possibilidade.

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