quinta-feira, novembro 22

Quem é que não se deixa governar?

Uma semana de greve quase geral em França. Por reformas como a dos regimes especiais de aposentação.

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quarta-feira, outubro 17

Os profissionais da vitimização

A indignação é fácil e em Portugal faz escola. Basta uma leve impressão de algo que pode (pode!) ser interpretado como que (como que!) sendo contra algum direito considerado fundamental, que todos se apressam a tomá-lo por certo e a daí retirar definitivos juízos sobre o carácter e a intenção daqueles que lhe estariam por trás. Isto quando não se extrapola para toda a pirâmide de responsabilidades acabando no governo, que, como toda a gente sabe, é quem tem a culpa.

Serve isto para introduzir que acho um disparate a onda de indignação (outra expressão cristalizada) que se espalhou a partir do "incidente" da Covilhã. Um "facto político" bem à Marcelo em que dois polícias foram a uma agência sindical pedir informações sobre a manifestação que se iria realizar, cujo pré-aviso (obrigatório) não tinha sido enviado. Será que alguém proibiu os sindicalistas de se manifestarem? Alguém ameaçou sequer proibir alguma coisa? Claro que não, mas os profissionais da indignação logo se apressaram a vitimizar-se.

Mais ridículo ainda foi no dia seguinte a GNR ter sido chamada por causa de desacatos a uma espécie de comício (ou coisa que o valha) e logo se gerar a tão fácil indignação por alegadamente estar em causa o direito à opinião ou à manifestação. Porquê? Porque a GNR estava lá. A mando do Sócrates, esse fascista.

A próxima vez que vir um Polícia vou logo começar a pensar qual será o direito fundamental que estará a ser ameaçado pela sua presença. É esta a indigência mental da esquerda radical Portuguesa. Tão indigente que ofende a memória do 25 de Abril que julga honrar.

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terça-feira, dezembro 19

A Licenciosidade Sindical

Parece-me francamente excessivo o repetido e irrefreado recurso à greve que o(s) sindicato(s) do Metro de Lisboa têm vindo a fazer. Oito greves, oito, mais duas planeadas, tudo isto porque a empresa não quer prolongar um acordo de empresa que lhes dá regalias - bastante generosas, ao que consta - para além do que a lei assegura para a generalidade dos contratos de trabalho? Será que nunca lhes ocorreu que não só a sua situação é injustificável (já nem digo por causa da situação de contenção orçamental, mesmo que houvesse superavit) como as suas greves acarretam milhares de euros de prejuízos que todos pagamos? Quanto custam os transportes alternativos? Isso devemos saber. Já não saberemos tão ao certo é quanto custa o congestionamento e atrasos causados pela greve, mas que custa, custa, e alguém paga. Façam lá as continhas ao custo do tempo perdido, mais o custo acrescido dos combustíveis, vezes umas dezenas de milhar de pessoas... Tenham santa paciência, mas se não querem trabalhar, há quem queira.

Acredito, no entanto, que a administração do Metro saiba distinguir o exercício legítimo de um direito que é a greve, da licenciosidade no seu uso a que muitos sindicatos se acomodam. Esta é, aliás a pedra de toque da responsabilidade sindical, que no caso é nula. E com sindicatos irresponsáveis é que os trabalhadores ficam "desprotegidos".

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