terça-feira, dezembro 19

A Licenciosidade Sindical

Parece-me francamente excessivo o repetido e irrefreado recurso à greve que o(s) sindicato(s) do Metro de Lisboa têm vindo a fazer. Oito greves, oito, mais duas planeadas, tudo isto porque a empresa não quer prolongar um acordo de empresa que lhes dá regalias - bastante generosas, ao que consta - para além do que a lei assegura para a generalidade dos contratos de trabalho? Será que nunca lhes ocorreu que não só a sua situação é injustificável (já nem digo por causa da situação de contenção orçamental, mesmo que houvesse superavit) como as suas greves acarretam milhares de euros de prejuízos que todos pagamos? Quanto custam os transportes alternativos? Isso devemos saber. Já não saberemos tão ao certo é quanto custa o congestionamento e atrasos causados pela greve, mas que custa, custa, e alguém paga. Façam lá as continhas ao custo do tempo perdido, mais o custo acrescido dos combustíveis, vezes umas dezenas de milhar de pessoas... Tenham santa paciência, mas se não querem trabalhar, há quem queira.

Acredito, no entanto, que a administração do Metro saiba distinguir o exercício legítimo de um direito que é a greve, da licenciosidade no seu uso a que muitos sindicatos se acomodam. Esta é, aliás a pedra de toque da responsabilidade sindical, que no caso é nula. E com sindicatos irresponsáveis é que os trabalhadores ficam "desprotegidos".

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