quarta-feira, fevereiro 14

Aborto e Subsidiariedade

CN diz no blog da Causa Liberal:

O respeito pelas minorias no caso dos dilemas morais é conceder a soberania às comunidades locais de poderem regulamentar (e até proibir) actividades que estejam (ou sejam) legalizadas.

No final dá até um exemplo:

Quantos bairros residenciais começaram aos poucos a serem invadidos de "vida nocturna" pelo seu licenciamento imposto a nível municipal e nacional, contra a vontade local e prejudicando até o seu valor comercial? Por outro, se algum tipo de licenciamento fosse concedido com receitas a reverterem para o "bairro" (ou o da Junta de Freguesia), estes poderão ponderar da utilidade da receita.

Certíssimo, nada mais liberal que esta receita, o princípio da subsidiariedade. O problema é quando CN aplica este mesmo raciocínio à despenalização do aborto, numa crítica implícita:

foi o que não aconteceu com o aborto, onde a sua prática económica (ou gratuita) deve estar sujeita a não oposição local.

Pergunto eu então qual será o prejuízo para um cidadão, decorrente do facto de na sua localidade, mulheres terminarem voluntariamente a sua gravidez até às dez semanas num estabelecimento de saúde legalmente autorizado, que justifique a, alegadamente legítima, oposição local?

Não me digam que vamos parar outra vez à tolerância da intolerância...

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