quinta-feira, fevereiro 22

Liberalismo (levado) a sério

Diz Rui no Blasfémias que:

«Para serem levados a sério, os liberais portugueses têm de responder, pelo menos, a estas duas questões: i) que tipo de Estado consideram tolerável, definindo, claramente, as funções que devem competir ao poder público e as que devem regressar à sociedade civil; ii) como acham que se pode lá chegar. Até lá, o liberalismo português poderá caracterizar-se, como dizia o outro, por words, words, words. Simpáticas, mas praticamente inúteis.»

Concordo, mas dava jeito uma coisa: poder. É que os liberais Portugueses, que os há, estão dispersos... umas franjas num partido, outras noutro, uns sem partido, outros misantropos, outros preguiçosos. O problema não está em responder-se às duas questões colocadas, pois isso já foi feito muita vez e há-de continuar a ser. O que realmente justifica não passarmos das palavras é, não haver... liberais no poder.

Esta é a situação actual. O que devemos fazer (nós liberais) é pensar como poderemos sair dela e chegar a uma outra onde vejamos um liberalismo mais pujante. Como congregar? Quem congregar? Num novo partido? Noutro tomado de assalto (estilo PNR)? Influenciar paulatinamente um dos grandes? Fazer simplesmente um Think-Tank? Acho que estas questões estão a montante das do Rui. Sobre isto tenho pensado, e provavelmente escreverei.

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