segunda-feira, julho 30

O Jardim de Jardim

Diz JLP no Small Brother:

«Curiosamente, ainda não se viu no governo socialista, no respectivo partido ou no séquito de claques que vão pontuando aqui e ali, alguém a pedir que, dada a constatação do tamanho da afronta em curso ao próprio ordenamento constitucional que transpira das suas afirmações e palavras (com acusações de "ditadura" e de "separatimo" à mistura), seja assacada a Alberto João Jardim a sua responsabilidade política (afinal o mecanismo essencial da fiscalização democrática), apelando-se a que o Presidente da República assim que possa dissolva os órgãos do governo regional e convoque eleições antecipadas.
Afinal, é altura de dar o voto aos cidadãos madeirenses (e às pobres e oprimidas cidadãs que estão a ser vilipendiadas nos seus direitos), para que possam de lá democraticamente correr quem deve estar a prejudicar tanto os seus interesses.»

Pois, também eu queria. Mas eu não moro na Madeira e os que lá moram acabaram de dar em eleições a maioria absoluta ao dito senhor. Não é um pormenor.

Supondo que Cavaco, à luz duma interpretação rigorosa dos preceitos constitucionais, decide dissolver a maioria de Jardim, qual será o resultado das eleições seguintes? Quer saia vingada, quer saia pela culatra, a dissolução ajudará alguma coisa ao défice de literacia democrática que ali grassa?

Julgo que não.

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